A tireoide é uma pequena glândula em forma de borboleta localizada no pescoço, mas com influência gigante sobre o organismo. Ela produz os hormônios T3 e T4, que regulam o metabolismo, a temperatura corporal, a frequência cardíaca, o humor, o peso e a energia. Quando funciona mal — seja por excesso (hipertireoidismo) ou falta (hipotireoidismo) — os efeitos são sentidos em todo o corpo.
- Iodo: essencial para a produção dos hormônios tireoidianos
- Selênio: protege a glândula do estresse oxidativo
- Zinco: necessário para a conversão de T4 em T3
- Ferro: cofator na síntese hormonal
- Vitamina D: associada à autoimunidade tireoidiana
Iodo: o nutriente mais importante
O iodo é o componente central dos hormônios tireoidianos. Sua deficiência é a causa mais comum de hipotireoidismo no mundo. No Brasil, o sal de cozinha é iodado por lei, o que praticamente eliminou a deficiência grave. Outras fontes: frutos do mar, peixe, laticínios e ovos.
Selênio: protetor da tireoide
A tireoide é o órgão com maior concentração de selênio no corpo. O mineral é essencial para a atividade das selenoproteínas, que protegem a glândula do dano oxidativo e participam da conversão de T4 em T3 ativo. A castanha-do-Brasil é a fonte mais concentrada: 1-2 unidades por dia suprem a necessidade diária.
Alimentos bociogênicos: mito ou realidade?
Alimentos bociogênicos (brócolis, couve, repolho, soja) contêm compostos que podem interferir na absorção de iodo em grandes quantidades. Porém, para pessoas com função tireoidiana normal e ingestão adequada de iodo, o consumo moderado desses alimentos é seguro e saudável. O cozimento reduz significativamente o efeito bociogênico.